01/05/2015 – Rage against the machine

Sendo a sugestão quase sempre um reflexo sonoro do meu estado de espírito, eu não poderia deixar passar batido a data recheada de significado em uma semana trágica e triste. Como não relacionar o dia do trabalho com os milhares de profissionais que se vêem obrigados a se recusar a trabalhar para lutar (literalmente) por condições minimamente dignas de exercer a profissão mais importante para o futuro de uma sociedade. Mais ainda, como não relacionar com o massacre por eles sofrido através de um estado opressor, brutal e covarde que, tal qual um câncer já espalhado, luta para manter seus privilégios (e os privilégios dos seus chegados) em detrimento dos interesses e necessidades da sociedade.

Como não associar ainda com as perdas de direitos trabalhistas em prol da “modernização” das regras do jogo (modernização pra quem, cara pálida??). Como não associar as mudanças em artigos da “PEC do trabalho escravo”, abrandando o texto e abrindo margem para continuarmos vendo a exploração de seres humanos como burros de carga país afora.

Mais ainda, ou pior que isso tudo, como não se indignar com este clima de fla-flu que impera os debates políticos nestas bandas, sendo que quase sempre os “sujos acusam os malcheirosos, quando, na verdade, estão todos cobertos de merda”…. E assim o circo continua e nós com esse nariz vermelho na tétrica cena de um palhaço inerte em depressão.

Enfim, como diria Zack de la Rocha:

WE GOTTA TAKE THE POWER BACK!”

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