18/09/2014 – Gaita ponto com

Hoje a sugestão é sonora e ilustrativa. Normalmente eu evito de comentar ou adentrar em assuntos sobre política em época de eleições. Eu fico muito do mal humorado vendo esse monte de sorriso amarelo na tevê e em cavaletes, quando sabemos que o que acontece nas câmaras recheadas de engravatados não é nada engraçado. Mais mal humor me dá, quando vemos discussões políticas num nível de torcedor fanático em dia de grenal.

Mas enfim, essa semana eu vi uma entrevista com uma candidata a presidente, candidata essa com uma chance mínima de ir ao palácio do planalto, infelizmente, em um desses programa de entrevistas com um apresentador pretensamente sabidão e engraçado (mas sem nenhuma dessas qualidades. Aliás, com pouquíssimas qualidades, se é que elas existem). E a candidata, conterrânea minha, ilustrou muito bem o que significam duas expressões gauchescas que gosto muito: Ela estava (na tal entrevista) com “a faca na bota” e mostrou que “não tá morto quem peleia”.

Bom, depois deste tanto de “bagualice”, vamos a sugestão de fato. E nada melhor que um “gaitero” dos bons para representar estas pérolas gaudérias.

A sugestão é o disco “Gaita ponto com”, de Renato Borghetti, ícone da música do Rio Grande do Sul. Borghetti é uma unanimidade quando se fala em música gaudéria porque leva muito a sério as nossas tradições e a nossa cultura.  O disco é de 2004 e tem no nome uma referência ao instrumento tocado pelo Renato Borghetti, a gaita ponto, que, apesar da semelhança, é um instrumento distinto do acordeão.

Buenas, pode cevar o mate, te abancar nos pelego e, bah!, relaxa e escuta o Rio Grande!

 

 

 

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