20/03/2015 – Coisa mais maior de grande – Pessoa

Seguimos em um período, creio eu, muito delicado da nossa história recente. Acho que os nervos da mídia e de parte da população tupiniquim andam muito a flor da pele. Vemos tanto ódio escorrendo pelos cantos das bocas, que fico meio receoso. O ódio nubla um pouco a visão acaba com nosso discernimento.

E aí, é um passo pra afirmar que o “inimigo do meu inimigo é meu amigo”.  E daí, é um passo pra estarmos marchando “pela família com Deus pela Liberdade” (pela liberdade, pedindo pela ditadura).

E aí meu chapa, depois que o fardado se acomoda no sofá, é ruim de ele sair…..

Pensando nisso, a sugestão é este belo disco do Gonzaguinha  – “Coisa mais maior de grande – Pessoa” (1981). Mas particularmente, tem uma canção que eu destaco que ilustra bem o tema, trazendo a visão de um compositor altamente combativo e enfático sobre a época da gloriosa.

A canção é “A fábrica de Sonhos”.

A fábrica de sonhos acabou
Era um bom bom-bocado sem licor
Milagre rima com vinagre (sim senhô)
Guarda-sol se abre ao sol
Ma’ nunca foi frô

Coitada daquela gente que acreditou
Marchando, por minha família, pedindo a Deus
Vai ter que rezar novamente ao São Salvador
Pois a redentora prece, pariu Mateus
Mateus a muito matou e manteve a dor
E fez chover quando era pra manter sol
E trouxe o sol quando era só pra chover
E não teve nem um pouquinho de simancol

Ô, ô, ô…
Será que ocês vai tê qui marchá tra veis
Ô, ô, ô…
Do mermo modo que aquela pessoa fez

Parece que além de um grande compositor, Gonzaguinha tinha uma capacidade premonitória também….

 

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