Vez que outra somos atropelados por um disco ou artista de tal forma que parece nos faltar o ar, tamanha estupefação diante de uma obra que até então nos era desconhecida. Não são muitas vezes que temos esta sensação, mas garanto-lhes que é algo extremamente prazeroso. Esta foi a sensação que tive ao “descobrir” Astor Piazzolla, mais especificamente esta obra prima intitulada Libertango. O disco de 1974 tem uma sonoridade pesada e arrebatadora, como todo bom tango deveria ser, mas ao mesmo tempo traz para o tango influências eruditas e jazzísticas que Piazzolla colecionou ao longo da vida. Recomendo que coloquem liguem o som em uma boa caixa de som, fechem os olhos e deixem-se levar pelas texturas e contrapontos criados ao longo do disco.
Bom, chega de conversa fiada e vamos ao que interessa!
Divirtam-se.
