Hoje, respeitando a idéia de par casado, a gravina, assim como a sugestão, também chega atrasada! UHUUUUU (pelo menos chegou, né!!)
Assim como na sugestão de sexta, não consegui dissociar os eventos correntes do nosso país com a minha opinião musical sobre a vida. No último domingo fui surpreendido por uma gritaria que supus ser um gol do “curintia”. Qual não foi minha surpresa quando, em pleno dia internacional da mulher, muitas famílias se juntaram nas varandas para xingar a nossa chefe de estado (nada contra xingar uma chefe de estado, porém o teor dos xingamentos me estarreceu bastante). Não preciso repetir o quão deprimente é ouvir que, numa data simbólica como essa, pessoas resolvam xingando a mulher que está por trás da faixa presidencial (“vaca”) e não a que ocupa a presidência (incompentente, burra, petralha, enfim, escolha ou invente um melhor que p…. ).
Mas mais deprimente que isso, a meu ver, é olhar todas essas pessoas criadas a “leite com pêra” (é verdade que não é só o andar de cima que sente na pele os deslizes do governo, mas, convenhamos, creio que panelaço na varanda só fez quem tem varanda, e gourmet, na maioria dos casos) perpetuarem essa visão reducionista da nossa estrutura social e política e vociferarem contra os sintomas, mas deixarem sua raiva passar longe da doença.
Enfim, a vida segue e nós, brasileiros, teremos que continuar convivendo e coexistindo juntos por muito tempo (assim espero). Torço, portanto, que esse dualismo, essa visão monocromática do mundo, seja superada e possamos ser humanos novamente.
No mais, impeachment, to fora, reforma política, to dentro!
Segue a minha homenagem ao panelaço que passou. A gravina é uma versão de um clássico da música brasileira, que carinhosamente rebatizei de “Panela Gourmet”. Alguém aí adivinha qual é o nome da música?
